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O método STAB: como otimizar campanhas de pesquisa no Google Ads em 2026

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Por Douglas30 de janeiro de 2026

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O método STAB: como otimizar campanhas de pesquisa no Google Ads em 2026

O Google Ads oferece mais de 75 ações individuais de otimização para campanhas de pesquisa. A maioria dos gestores tenta executar todas. Os que conseguem resultados consistentes focam em quatro.

Esse framework se chama STAB: Spending (gastos e segmentação), Targeting (segmentação de palavras-chave), Ads (anúncios e landing pages) e Bidding (lances). Vou focar nos três primeiros porque lances automatizados merecem um artigo próprio.

A regra de ouro antes de começar

Infográfico do método STAB para otimização de campanhas no Google Ads. À esquerda, o ciclo de sucesso em três etapas: Descubra, Otimize e Aguarde. À direita, os três pilares do método: S (Gastos e Segmentação), T (Direcionamento) e A (Anúncios e Landing Pages).Infográfico do método STAB para otimização de campanhas no Google Ads. À esquerda, o ciclo de sucesso em três etapas: Descubra, Otimize e Aguarde. À direita, os três pilares do método: S (Gastos e Segmentação), T (Direcionamento) e A (Anúncios e Landing Pages).

Pare de mexer na conta todos os dias.

Um erro clássico de gestores ansiosos é a super-otimização. O algoritmo precisa de tempo para respirar e coletar dados. Na maioria dos casos, uma sessão de otimização por semana é suficiente. Se a conta for muito grande, talvez duas.

Você precisa de volume estatisticamente relevante para tomar decisões. Se você altera um título ou um lance a cada 24 horas, nunca saberá o que causou a melhora ou a queda. Espere. Analise. Execute. Espere novamente.

1. Spending e segmentação: siga o dinheiro

O primeiro passo é identificar para onde seu orçamento está indo e se ele está sendo sufocado. Aqui procuramos dois cenários:

Cenário A: a campanha pronta para escalar

Olhe para a coluna "Parcela de impressões da rede de pesquisa" (Search Impression Share). Se você tem uma campanha com CPA dentro da meta (digamos, R$ 200) mas sua parcela de impressões está em 11%, você tem um problema bom.

Para cada 100 buscas qualificadas, seu anúncio aparece apenas 11 vezes. O mercado está lá, a conversão está lá, mas falta orçamento. A ação é simples: aumente o orçamento dessa campanha.

Cenário B: o grupo de anúncios faminto

É comum estruturar uma campanha com 5 ou 6 grupos de anúncios. O problema é que o Google tende a priorizar o tráfego em 1 ou 2 grupos que performam primeiro, deixando os outros "famintos", sem impressões.

Se você tem grupos de anúncios que geram conversões, mas o Google parou de gastar neles, a solução não é aumentar o lance. É segmentar.

Retire esses grupos da campanha original e crie uma nova campanha dedicada para eles. Isso força o algoritmo a alocar orçamento específico para aqueles termos ou produtos, sem competir com os "campeões" da conta.

Um exemplo prático: uma loja de suplementos que atendia todo o Brasil tinha CPCs variando de R$ 3 no interior do Nordeste a R$ 7 em São Paulo capital. Ao separar campanhas por região, cada uma ganhou orçamento próprio. O gestor passou a decidir onde investir mais, não o algoritmo. O resultado foi escalar vendas em praças onde antes não havia entrega de verba.

Por isso, muitas contas agora trabalham com no máximo três grupos por campanha. Mais que isso e você perde controle sobre onde o dinheiro vai.

2. Targeting: limpeza de termos de pesquisa

Com a evolução do Smart Bidding, ajustes manuais de lance para dispositivos, locais ou horários se tornaram obsoletos. O algoritmo ignora seus ajustes para priorizar sinais de conversão em tempo real.

Sua única alavanca real de segmentação em campanhas de pesquisa hoje são as palavras-chave e, principalmente, as negativas.

Ao analisar o relatório de termos de pesquisa, ignore as métricas de vaidade. Siga o dinheiro.

Não perca tempo analisando termos com 1 impressão ou R$2 de custo. Filtre pelos termos que mais consumiram orçamento nos últimos 7 dias. Foque no top 10 ou top 20.

Se você encontrar um termo que gastou R$150 e não gerou conversão, ou pior, trouxe leads desqualificados, negative-o imediatamente. O objetivo não é ter a maior lista de negativas do mundo, mas cortar a sangria de orçamento em termos que comprovadamente não trazem retorno.

3. Ads e landing pages: a guerra dos ativos

A otimização de anúncios mudou. Não estamos mais apenas testando "Anúncio A vs Anúncio B". Estamos analisando a performance individual dos ativos dentro dos anúncios responsivos.

Vá em "Mais detalhes dos recursos". O Google agora mostra dados de conversão por título e descrição.
Tela do Google Ads mostrando a lista de anúncios com seta indicando o link "Mais detalhes dos recursos" para acessar dados de performance por título e descrição.Tela do Google Ads mostrando a lista de anúncios com seta indicando o link "Mais detalhes dos recursos" para acessar dados de performance por título e descrição.

Relatório de detalhes dos recursos no Google Ads exibindo performance de títulos individuais com colunas de impressões, cliques, custo e conversões destacadas para análise comparativa.Relatório de detalhes dos recursos no Google Ads exibindo performance de títulos individuais com colunas de impressões, cliques, custo e conversões destacadas para análise comparativa.

O plano de ação:

Filtre pelos títulos com maior volume de impressões e gastos. Identifique os 3 a 5 títulos com classificação "Ruim" ou baixo desempenho de conversão. Substitua por novas variações baseadas no que está funcionando.

Mantenha os vencedores, corte os perdedores. Processo contínuo de refinamento.

O filtro final

Otimizar não é sobre adicionar complexidade. É sobre remover ineficiências.

Se você focar apenas em limpar onde gasta o dinheiro (Spending), bloquear o que não converte (Targeting) e refinar a mensagem (Ads), terá resultados melhores do que 90% dos gestores que clicam em todos os botões que o Google sugere.

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